sankofa - retorna à página inicial

Currículo

Elton Panamby é artista do corpo, desenvolve trabalhos em múltiplas linguagens ao longo de 12 anos dedicados à pesquisa acadêmica e à criação em performance. Nascide na periferia sul de São Paulo/SP, reside em São Luís/MA desde 2016.

Desde 2008 desenvolve obras/ações autorais a partir de limites psicofísicos atrelados a práticas de modificação corporal em experiências rituais e performativas.  Considera o corpo como ponto de força política, estética, poética, o cerne de suas buscas desde o lugar de onde fala: afroindígena, trans, não-binário. Com a transternidade/maternidade aprofundou-se em processos de autocuidado e composições sonoras, nas sutilezas, ruídos e obscuridades reveladas por ambientes amnióticos. Confecciona também instrumentos eletroacústicos e dispositivos de captação sonora. Procura pensar o anti-colonial e as rotas de fuga e ajuntamento antes, durante e pós o fim do mundo.

Morou e coordenou a CASA 24 (Rio de Janeiro/RJ), importante espaço de arte e resistência LGBTQIA+, durante 5 anos realizando imersões, residências, oficinas, exposições entre outros projetos artísticos de caráter autônomo, com Filipe Espindola, Matheus Santos e Lázaro Machado.

Possui uma produção extensa de trabalhos em performance circulando por diversos contextos: nas ruas, junto aos movimentos sociais, centros culturais, festivais de arte e cultura, sabotagens, museus, universidades, residências artísticas, não limitando-se a um único circuito, mas compreendendo a importância da diversidade e articulação por diversas frentes. De maneira autodidata, investe ainda no campo das artes visuais com xilogravura, desenho, pintura, colagem analógica, edição audiovisual e produção sonora. É bacharel em Performance pelo curso de Comunicação e Artes do Corpo (PUCSP/2009). Mestre e doutore em Artes pelo PPGARTES-UERJ.

Tem publicado textos em revistas e livros; atuou como docente no Instituto de Artes da UERJ; é uma das fundadoras e organizadoras do Bem Me Cuir: Festival Multigênero de Arte realizado com o IA-UERJ desde 2014. Atuou como docente no Instituto de Artes da UERJ; realiza palestras em eventos diversos principalmente nos eixos de arte, educação, gênero e racialidade; ministra oficinas de performance abertas a qualquer pessoa interessada nos saberes do corpo, mas focando em populações racializadas e LGBTIQ+; realiza curadorias/curanderias e outras fricções.

Desenvolveu junto ao pesquisador e artista visual Dinho Araújo o processo de intercâmbio e escutas nomeado Performance Preta no Brasil, pelo projeto Palco Giratório Sesc em 2019, circulando por 10 cidades de norte a sul do país. Em cada localidade foram realizadas oficinas de performance, lambe-lambe, fotografia e rodas de conversa orientadas pela dupla. No mesmo ano participou da exposição À Nordeste (SESC 24 de Maio/ São Paulo/SP - curadoria de Clarissa Diniz, Bitu Cassundé e Marcelo Campos) com a instalação Gravidade criada em parceria com a cineasta Naýra Albuquerque. Ainda em 2019 participou da banca avaliadora do Laboratório de Artes Visuais da Escola Porto Iracema das Artes (Fortaleza/CE) e ministrou o último módulo da etapa formativa.

Participou de eventos no estrangeiro durante a residência artística Promptus, no México/DF (2014), e na exposição Experience of Imobility em Genebra/CH (2015/2016). 

Em 2020 com o desencarne em massa e isolamento social trazidos pela pandemia do COVID-19 e pelas políticas de morte do governo, mergulhou mais profundamente no universo da produção sonora para pensar e mover-se a partir do escuro, quase como um processo exogestacional. Este caminho vem gerando novos processos e parcerias com artistas como Tieta Macau, Juliana Rizzo, Walla Capelobo, Nalla, Cíntia Guedes e Lúcia Rosa.

Ministrou o módulo Performance e Cosmogonia no curso expandido Tranversalidades oferecido on-line pelo Centro de Referência da Dança de São Paulo. Participou de entrevistas com Naymare Azevedo e Paulete LindaCelva, publicadas nos podcasts Encruzilhando Possibilidades e MOTE. Atualmente realiza tutoria des artistes soupixo, Charles Lessa e Vita Silva pelo Laboratório de Artes Visuais do Porto Iracema (Fortaleza/CE).