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Textos tecidos e texturas

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(…) são feitiços do verbo PARTO ORIENTE-me pelas águas turvas de folhagens densas o som é delgado como varetas de pipa é grande a envergadura para que seja resiliência nadar entre as águas de algas emaranhadas como os cabelos da Yara cabelos verdes e pele escamada furta-cor mil-homens é a folha só o sumo das folhas os galhos queimam estalando lenha verde faz fumaçar sinais de fogo para dizer ao Povo Vento as ventanias que sopram por cá ao norte e ao leste PARTO ORIENTE reboso de onde me dependuro numa corrente circular de outras que beiram o abismo SÓ COMER E SÓ FALAR AQUILO QUE CABE NA BOCA (…)

Hidrografias ou vestígios da correnteza

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CASA 24 é um espaço de experimentação corporal, casa de meretrício, zona autônoma temporária, cabide de empregos, ilê das monstra, possibilidade de encontro, cruzamento de afetos, ateliê de tatu e furo, museu da hecatombe, transcinemão da meia-noite, caixa preta do gozo, vórtice de close, close, close, passarela de tendências desviantes. (...)

24 minutos de beleza

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5 Gestos Desesquecidos é um exercício de cavucamento. Juntando pequenos textos escritos entre 2017-2020 e fotografias onde aparecemos eu, Txai (minhe filhe), minha avó Rita, a madrinha Edwirges, raízes de diferentes espécies e um xale de lã vermelho herança de Rita, procuro tecer uma conversa no tempo entre gerações que se manifestam nas nossas peles e rastros dos encontros invisíveis.

5 gestos desesquecidos

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O texto trata da performance A Sagração de Urubutsin (The Rite of Urubutsin), apresentada como defesa de mestrado da pesquisa Corpolimite (PPGARTES-UERJ, 2013) que parte do discurso de onde a fisicalidade e experiência informe do corpo que atravessa camadas, dos rituais de passagem às políticas urbanas, cria complexidades e zonas desestabilizantes que revelam saberes via percepção e sentidos através da experiência poética em carne-viva. Partindo da perspectiva das modificações corporais no contexto das transformações extremas 

A Sagração de Urubutsin. Ensaio sobre um discurso da carniça

Quem me ensinou a escrever as primeiras letras foi minha avó, Rita Maria da Silva. Ela na época não sabia ler mas sabia desenhar as letras, e isso era suficiente. Depois ela aprendeu e leu pilhas de livros. Meus escritos não chegaram até ela em vida, mas naquilo que teço a partir da palavra carrega seu traço.

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Pensando uma estreita relação entre escrita e corpo, o presente texto trazalguns recortes da performance “Sob o Sol das Cabras” (Filipe Espindola eSara Panamby), apresentada no IV Simpósio Internacional Reflexões CênicasContemporâneas, no auditório do Instituto de Artes da UNICAMP, comoproposição provocadora para a mesa Sensação, Recepção em Artes doCorpo. Bem como o trabalho ao vivo, este texto busca ser um registro deimpressões, uma mapa de rastros, de retalhos, sem compromisso com umanarrativa lógica ou linear. Uma imagem desfocada do passado. Um delíriosobre outro delírio encarnado.

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